GOVERNANÇA: VIRTUALIDADES E FRAGILIDADES NA IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS / GOVERNANCE: VIRTUALITIES AND WEAKNESSES IN THE IMPLEMENTATION OF PUBLIC POLICIES

Автори

  • Cristiana Dias de Almeida Universidade Católica Portuguesa e Universidade de Coimbra, Portugal Bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia
  • Helena Neves Almeida Professora e Investigadora da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação Universidade de Coimbra, Portugal

ДОИ:

https://doi.org/10.46827/ejsss.v0i0.340

Клучни зборови:

governança, participação, centros de decisão, políticas públicas /governance, participation, decision centers, public policy

Апстракт

Nos últimos anos houve uma alteração da metodologia de trabalho em parceria, com uma maior responsabilização da sociedade civil e das entidades locais (públicas e privadas) na resolução de problemas. Assente numa lógica de governança e de territorialização, foram implementadas diversas políticas sociais, desenhados e implementados inúmeros projetos de desenvolvimentos local e de intervenção social. Os modelos de governação, a governança e a participação das partes interessadas nos centros de decisão de políticas públicas são objeto de estudo no presente trabalho. Através da realização da revisão de literatura pretende-se esclarecer, neste artigo, de que modo é que a governança é benéfica à implementação e articulação de políticas públicas ao nível local. Quais as principais mudanças na efetiva participação das organizações, dos cidadãos e das autoridades públicas nos processos de tomada de decisão? Portugal adotou padrões de governança semiperiférica, na medida em que implementou mecanismos de governança, mas apresenta uma reduzida participação efetiva nos mesmos: não se nota o envolvimento efetivo, eficaz, eficiente e afetivo dos stakeholders nos processos de decisão (na conceção, implementação, monitorização e avaliação das políticas e programas sociais). 

In the last years there has been a change in the methodology of working in partnership, with greater accountability of civil society and local entities (public and private) in solving problems. Based on a logic of governance and territorialization, several social policies were implemented, many projects designed and implemented for local development and social intervention. The models of governance, integrated governance and stakeholder participation in public policy decision centers are the subject of study in this paper. Through the literature review, we intend to clarify, in this article, how governance is beneficial to the implementation and articulation of public policies at the local level. What are the main changes in the effective participation of organizations, citizens and public authorities in decision-making processes? Portugal has adopted semiperipheral governance standards, insofar as it has implemented governance mechanisms, but has a low effective participation in them: effective, efficient, and affective involvement of stakeholders in the decision-making process (in the design, implementation, monitoring and evaluation of social policies and programs) is not observed.

 

Article visualizations:

Hit counter

DOI

Референци

Albuquerque C., 2016. O Estado-Providência do século XXI: um estado retraído ou um estado “pan-ótico”? In Políticas Sociais em Tempos de Crise. Lisboa: Pactor - Edições de Ciências Sociais, Forenses e de Educação.

Almeida H., 2017. Participação como eixo estratégico renovado na intervenção social. In Serviço Social Contemporâneo. Reflexividade e Estratégia (p. 181). Lisboa: Pactor - Edições de Ciências Sociais, Forenses e de Educação.

Branco F., 2008. A investigação em Serviço Social em Portugal: Trajetórias e Perspetivas. Locus Social, 48–63.

Braun K. & Schultz S., 2010. “... a certain amount of engineering involved”: Constructing the public in participatory governance arrangements. Public Understanding of Science, 19(4), 403–419. https://doi.org/10.1177/0963662509347814

Burgess M., 2014. From “trust us” to participatory governance: Deliberative publics and science policy. Public Understanding of Science, 23(1), 48–52. https://doi.org/10.1177/0963662512472160

Comissão Europeia, 2001. Governança Europeia - Um Livro Branco. Jornal Oficial Das Comunidades Europeias, 1–29.

Comissão Europeia, 2009. Impact Assessment Guidelines. Retrieved from http://ec.europa.eu/governance/impact/commission_guidelines/docs/iag_2009_en.pdf

Dallabrida V., 2015. Governança territorial: Do debate teórico à avaliação da sua prática. Análise Social, 50(215), 304–328.

Delanty G. & Rumford C., 2007. Political globalization. In The Blackwell Companion to Globalization (pp. 414–428). Oxford: Blackwell Publishing.

Ekundayo W. 2017. Good Governance Theory and the Quest for Good Governance in Nigeria. International Journal of Humanities and Social Science, 7(5), 154–161.

Farazmand A. 2017. Governance Reforms: the Good, the Bad, and the Ugly; and the Sound: Examining the Past and Exploring the Future of Public Organizations. Public Organization Review, 17(4), 595–617. https://doi.org/10.1007/s11115-017-0398-y

Ferrão J., 2015. Governação integrada : a experiência internacional e desafios para Portugal. In Relatório do Grupo de Trabalho Temático “Territórios Vulneráveis.”

Ferreira S., Fernandes M. & Silva, B. (n.d.). “ Governação e Inovação Social ” (pp. 2–5).

Gertler P., Martinez S., Premand P., Rawlings L. & Vermeersch C., 2016. Avaliação de Impacto na Prática. Grupo Banco Mundial. Retrieved from http://www.worldbank.org/sief

Gundelach B., Buser P. & Kübler D., 2017. Deliberative democracy in local governance: the impact of institutional design on legitimacy. Local Government Studies, 43(2), 218–244. https://doi.org/10.1080/03003930.2016.1261699

Held D., 2004. Global Covenant. Cambrigde: Polity Press.

Kim S. & Lee J., 2012. E-Participation, transparency, and trust in local government. Public Administration Review, 72(6), 819–828. https://doi.org/10.1111/j.1540-6210.2012.02593.x

Lafferty W., 2001. Sustainable Communities in Europe. Londres: Earthscan Publications.

Lopes M., 2010. A avaliação no contexto da Governança.

Magone J., 2017. A governança dos Fundos Estruturais em Portugal: Um caso de europeização superficial. Relações Internacionais (R: I), (53), 55–69.

Marques R., 2017. Problemas sociais complexos e governação integrada. Universidade de Lisboa.

Matos M., 2013. Governança e Políticas Públicas em Territórios de Baixa Densidade. ISCTE.

Pereira M. & Carranca M. (2011). Coesão territorial e governança: abordagem multi-escalar. In Trunfos de uma Geografia Activa: desenvolvimento local, ambiente, ordenamento e tecnologia (pp. 421–428). Imprensa da Universidade de Coimbra. https://doi.org/10.14195/978-989-26-0244-8_46

Roche C., 2005. Impact assessment for development agencies: learning to value change. Oxford: Oxfam Novid.

Rogers P., 2012. Introduction to impact evaluation. Impact Evaluation Notes, No. 1(1), 1–21. Retrieved from message:%25http://www.interaction.org/sites/default/files/1 - Introduction to Impact Evaluation.pdf@FARR-VE-02.UK.SC.LOCAL%3E%5Cnpapers2://publication/uuid/5BF4E429-A9A3-47FD-9C69-A2B668E42FE9

Ruggie J., 2014. Global governance and “new governance theory”: Lessons from business and human rights. Global Governance, 20, 5–17.

Schmidt L., Nave J. & Guerra J. (2006). Who’s afraid of Local Agenda 21? Top-down and bottom-up perspectives on local sustainability. International Journal of Environment and Sustainable Development, 5(2), 181–198. https://doi.org/10.1504/ijesd.2006.009380

Thomas G., 2007. Globalization: the major players. In The Blackwell Companion to Globalization. Oxford: Blackwell Publishing.

Veiga J., Eliseu M., Cosinha, M. & Fernandes M., 2013. Debate sobre estratégias locais de desenvolvimento e modelos de governança. Monte - ACE - Desenvolvimento do Alentejo Central.

Vossole J., 2013. A crise de legitimidade da governança climática global. Combinação de uma perspetiva marxista e polanyiana. Revista Crítica de Ciências Sociais, 100, 153–176. https://doi.org/10.4000/rccs.5275

Преземања

Објавено

2018-04-06

Издание

Секција

Articles